O segredo é ter os ingredientes adequados e a proporção exata. Quando, nesse caso, se consegue, produz uma sensação inesquecível, diríamos que incomparável.
Para desenvolver uma moto com nova cilindrada, deve-se ter uma excelente base de motor como o da Yamaha WR 250 F. Combinado com a muito boa parte ciclo da Gas Gas, temos um conjunto equilibrado e completo.
É o melhor motor 250 4T para equipar a sua EC 250 FSE. O motor Yamaha garante um bom nível de rendimento e a confiança necessária, com seu motor monocilíndrico 4T, um cabeçote e dois eixos de comando das suas cinco válvulas.
Garantia de sucesso
Com medidas internas de 77x53,6 mm consegue exatas 249,6 cc. Com carburador Keihin de 37 mm de diâmetro do difusor e cinco marchas. O escape e o filtro ajudam no comportamento do motor, mas a maior qualidade é sua embreagem. Hidráulica com bomba AJP, atuando sobre o cabo original da Yamaha. Na parte ciclo, toda a evolução da Gas Gas em 2010, tubos do chassi em aço com perfil em forma de B. O tanque é igual que o da 450, com pequena protuberância na parte da tampa. O restante da carroceria é igual que o das outras 2T da marca, ou seja, tem muito volume. Nas novas suspensões, forquilha Marzocchi Shiver com barras de 45 mm no lugar das Sachs, que é usada no amortecedor traseiro. Os freios são Nissin, com discos wave, dianteiro com 260 mm e traseiro com 220 mm.
Prestígio reconhecido
O arranque do motor Yamaha é perfeito. Frio, basta puxar o starter, sem inconvenientes, aperta o botão e funciona de maneira instantânea. Tem baixo nível de ruído, muito similar ao original da própria Yamaha. A saída do escape é muito tapada, contribui no volume do ruído e condiciona o rendimento do motor. O seu excelente rendimento, sentimos desde a saída. Resposta sensacional nas baixas voltas, e na zona de meio regime também é brilhante, a melhor desse motor. Nos permite mudar de marcha sem acelerar ao limite, surpreende para um motor de 250 cc. Pode explorar-la bem em meia velocidade ja que oferece muita tração.
Nas altas fica um pouco justa para competir: a saída do silencioso não lhe permite mostrar todo o seu potencial, em potência e capacidade final. Mesmo assim, nos parece mais que suficientes. A relação das marchas estão bem acertadas; uma segunda para quase tudo; a primeira bem curta para viradas muito fechadas, muito útil nas trails; a quinta muito boa para o ritmo alto na estrada. A embreagem poderia estar regulada melhor, não gostamos do tato, muito rápida quando soltamos.
Boa atuação da Gas Gas
Um ponto forte da EC 250 FSE é seu chassi, na verdade é o ponto forte da Gas Gas em geral. Ela pesa 109 kg com tanque vazio, assim como a KTM e a Husqvarna, contra os mais de 114 kg da Yamaha. Benefício notório na parte ciclo. Sua estabilidade é muito boa, tanto na entrada das curvas como na mudança rápida de direção. Da a sensação de pilotar uma Gas Gas 4T. As suspensões são mais brandas, poderiam melhorar-las, fica mais pesada e com reações lentas, limita seu rendimento, já que sabemos que ela desenvolve muito melhor.
Nas curvas planas, vai como um peixe na água. A forquilha é sensível na primeira par e tem tratamento anti-fricção, mas poderia ficar um pouco mais dura, sentimos alguns golpes com facilidade, o hidráulico poderia absorver mais. O amortecedor é muito progressivo nas reações, temos a sensação de que a moto vai presa no solo, permitindo aproveitar ao máximo a potência do motor. Mas em zonas de muitos buracos e desníveis, tanto a traseira como a dianteira não absorvem bem os baques e rebotes.
Em estradas mais tranquilas, sim que funcionam muito bem, sentimos a trail confortável. Os quilômetros acabam não afetando muito nosso físico. Os freios Nissin produzem uma frenagem equilibrada e com muita potência de maneira precisa. A Gas Gas conseguiu uma trail de altíssimo nível e com a confiança do motor Yamaha, o melhor da cilindrada. Componentes destacados pela boa qualidade e com pequenos ajustes farão a EC 250 FSE brilhar em todo tipo de terreno.
Albert Guerrero Fotos: Pepe Segalés Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão












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