A nova Kawasaki W800 é uma atrativa e agradável 2 cilindros fiel à estética das motos britânicas dos anos 60, mas sem seus inconvenientes.
Seguindo a moda das motos inspiradas nos anos 60, assim como as Triumph e Moto Guzzi, materializam modelos retro. A W 800 é uma boa versão da W 650 comercializada em 2000.
Trata-se de uma moto muito atrativa, sem a logo Kawasaki no tanque. Apenas no assento leva a marca que a identifica.
Uma moto encantadora em todos os sentidos, seja pilotando mesmo com algumas limitações, seja pela sua história inspirada em um twin vertical como as inglesas do final dos anos 50. Outros tempos, com manchas de óleo, marchas ruidosas e freios a tambor. Em 2011, sobre aquela estética como referência, a nova W 800 funciona como um relógio; seus comandos são suaves, não contamina, tem injeção eletrônica camuflada e freio a disco.
A W 800 é muito fiel ao look de bom gosto, simplicidade e refinamento. Parece que saiu do túnel do tempo, ninguém deixa de dar uma olhada. Tem pneus Duplon como dos anos 50... Muitos componentes, como a proteção dos joelhos, em borracha, nas laterais do tanque, escapamentos tipo sooter, para-lamas cromados, raios nas jantes, marcadores com ponteiros, farol redondo e cromado, forquilha, motor twin paralelo refrigerado a ar, tudo faz a W 800 recuperar uma estética inesquecível.
Com motor aumentado para as 773 cc, cabeçote com eixo do comando de 4 válvulas, bem simples.
Os pistões sobem e baixam ao mesmo tempo, o tato do motor é muito agradável. Tem um pedal de marchas bem longo, e a mudança deve ser feita compassadamente, sem pressa, com tranqulidade... Tudo lembrando os velhos e bons tempos.
Agradável
Depois de olhar muito, subi na W 800 e senti um assento duro e uma moto baixinha. Por sua leveza e raio de direção, é muito cômoda de ser manobrada. Os comandos são agradáveis, tem boa sensação de controle, os instrumentos são poucos, mas necessários, com desenho antigo. Retrovisores de boa visibilidade.
O motor sobe de voltas aos poucos, aos 120 km/h vai em 4.500 rpm. Com mais as vibrações aumentam. A embreagem é muito suave e também longa, boa para sua característica sem pressa.
Nas curvas é muito ágil, as suspensões são justas assim como seus freios, melhor freiar um pouco antes, é diferente das motos modernas. As suspensões são curtas e muito macias, confortáveis da cidade, mas limitadas em outras estradas. Suas vantagens são que, mesmo com sua altura, as pedaleiras não roçam no chão com facilidade.
Não é uma moto para ser pilotada de forma agressiva nem esportiva, é perfeita para a cidade, passeios agradáveis em paiságens sem limites. Com consumo entre 5,5 ou 6,5 litros, não é necessário fazer 200 km de uma só vez... Sim, é uma moto para estacionar, tomar uma cerveja, observá-la com detalhe, vendo seus encantos que vem de outros tempos mais relaxados e autênticos.
Na Cidade
Assento baixo e com postura de pilotagem cômoda, move-se bem no tráfego urbano. Personalidade suave e relaxado do seu motor facilitando transitar entre os carros e semáforos.
Na Estrada
Defende-se sendo consciente do conceito. Um pouco justa se exigimos muito. Algumas limitações na parte ciclo e no motor, mas é agradável em distâncias curtas.
?Em viagem
Não é seu ambiente, porque sua proteção aerodinâmica é nua, não está preparada para levar bagagem, instrumentação limitada. As vibrações notadas no guidão e pedaleiras. Melhor evitar.
Por: Alex Medina Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão












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