Suzuki GSX 1300 R Hayabusa: A moto bala

A rainha da velocidade, assim é conhecida a Suzuki Hayabusa durante muito tempo, a besta da Hamamatsu, renova muitos dos seus coponentes conservando sua essência de moto bala.

A mítica Hayabusa foi renovada profundamente depois do seu lançamento em 1999. Se antes ja comportava a o maior número de cavalos de uma moto de série, agora não poderia ser menos.


Totalmente nova de cima a baixo, não foi conservado um só parafuso do modelo anterior, ainda que a Hayabusa siga sendo a Hayabusa, observando-a em qualquer detalhe. Essa foi uma das condições básicas na hora de desenhar o novo modelo: não perder sua personalidade. A verdade é que sim, é inconfundível. Não é em vão que seu estilo criou uma legião de seguidores en EUA, onde a Hayabusa é uma das mais vendidas.


O modificação mais destacada foi feita no motor - LC, IE, 16V, DOHC - agora com 1.340 cc (antes eram 1.299 cc), com radiador a óleo e 16 válvulas de titânio. A parte interna também foi remodelada a fundo com novas bielas, virabrequim, pistões forjados, e um novo sistema de injeção que consegue nesta vova versão uma potência declarada de impressionantes 200 CV!
Logicamente, uma moto capaz de render tanto necessita de uma parte ciclo em concordância, pensado para altas velocidades e um desenho estudadíssimo em aerodinâmica; a Hayabusa se transforma - se você quer - em uma autêntica bala sobre duas rodas. É que seu estilo fusiforme, tão peculiar, se mantém e já é como se fosse da familia. Desenhada para render ao máximo em linha reta a altíssimas velocidades, o estudo aerodinâmico é de primeira. Assim se pode entender que a parte dianteira e traseira se assemelhem, que a carenagem seja tão voluptuosa e volumosa fazendo com que o piloto va realmente dentro da moto. E essa Hayabusa é cômoda em qualquer ritmo, senhores, onde para disfrutar-la não será necessário ir a tope do marcador, nem muito menos. Melhor disfrutá-la a sós ou com os amigos, com tranquilidade, que ir na pista a fundo queimando os pneus... E não digo para ir a um circuito, porque então te aconselharia uma GSX-R 1000 diretamente. Não. A Hayabusa é outra coisa.


Com personalidade

O chassis é em dupla viga de alumínio fundido, de medidas consideráveis para poder abraçar o grande tetracilíndrico; em consequência, todo o volume da moto é grande. Mas ser grande não significa ser torpe, ao contrário, mesmo com medidas consideráveis, a moto responde de uma maneira muito obediente às nossas exigências, sempre tendo em conta seu volume.


Mas um ponto forte da Hayabusa é a estabilidade acima da agilidade, e em curvas rápidas a moto é uma tábua e mantém a traçada inclusive dando gás em plena curva. Isso sim, terá que controlar bem o acelerador, e dosificá-lo com cautela, porque a enorme suavidade do motor pode maquiar bem a força bruta, e se buscamos isso podemos encontrar uma resposta brutal. E para controlar essa potência soberba existe o sistema S-DMS (Suzuki Drive Mode Selector) e suas 3 curvas de potência disponíveis. Esse sistema inovador estreado na GSX-R 1000 permite selecionar 3 respostas do motor; a A é full power de 181 CV com a que permite explorar ao máximo a potência do motor; a B possibilita uma curva de potência menos agressiva com rendimento de 160 CV. Por último a C, que suaviza muito a curva de potência, entregando um máximo de 120 CV de maneira realmente progressiva e tranquila. É muito bom poder ter a possibilidade de mudar de um modo a outro em movimento; dessa maneira, se aparece algum imprevisto, como humidades, asfalto deslisante, ou se começa a chover, podemos suavizar a entrega de potência no momento, apenas apertando um botão.


Rompendo cronómetros e devorando milhas

A configuração de moto grande que tem a Hayabusa e seu envolvente carenado fazem dela, além de rompedora de limites, uma moto apta para viajar sem demasiados incômodos. O assento é generoso e suficiente macio, com a posição das pernas sem demasiados compromissos esportivos; também a posição do guidão é conservadora, ao montar-se muito bem. A capacidade do tanque de combustível é realmente generosa, 21 litros, que permite viajar muitos kilômetros sem descanso, se temos em conta que se para muito para abastecer, o consumo médio esta em 6,5 litros. O painel de instrumentos é muito completo , com os mostradores analógicos como protagonistas, onde predominam o tacômetro e o velocímetro. Esse último marca a velocidade até os 280 km/h, mas a agulha baixa até onde seriam os 300 km/h, onde ela para, mas o motor segue empurrando muito mais e além.


Justo entre estes dois, e completamente centrado, encontramos um mostrador digital onde, bem no meio, tem um utilíssimo indicador da marcha engatada, além das parciais, totais e os indicadores com as tres opções de curva de potência. Em ambos os extremos encontramos as esferas analógicas de nível de temperatura do líquido refrigerante e o nível da gasolina.


Para qué?

Está claro que uma moto como a Hayabusa não é uma moto que se compra para ir todos os dias ao trabalho ou fazer recados, mas defende-se com dignidade nestas circunstâncias. Poder usar uma moto capaz de render tanto como turística ou esporádico meio de transporte, seria impossível se não tivéssemos o S-DMS e sua enorme suavidade de funcionamento, o que contribue para uma relativa facilidade de pilotagem. Sabemos que a Hayabusa não é uma esportiva pura, nem uma turística e muito menos uma utilitária, mas a Suzuki nos ensina que a moto de série mais potente e veloz do planeta tem uma cara amável, capaz de apaixonar a uns e outros. Com ela você será o rei do bairro, somente em estacioná-la na calçada.



Eduard Fernández
Fotos: Xavier Pladellorens y Santi Díaz
Tradução: Rodrigo Galvão



29/04/2011